Quarta-feira, 17 Abril 2024

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25 de Abril

Passadas quase cinco décadas após a madrugada libertadora do 25 de Abril que libertou o povo português de um regime totalitário, repressor e opressor, continua a ser um imperativo nacional saudar todos os que contribuíram para a Revolução dos Cravos: os capitães de Abril e todos os homens e mulheres que, na ditadura, contribuíam para que Abril pudesse emergir naquela alvorada que abriu as portas da democracia ao povo português.

Num tempo em que cerca de metade dos portugueses já nasceu em Liberdade, é cada vez mais importante sublinhar a importância desta data, no sentido de que todos tenham a noção de que se hoje podemos dar vivas à Liberdade, tempos houve em que isso era impossível e levava à perseguição, à prisão e à tortura!

No decorrer deste quase meio século da vida política, social e económica, muitas foram as realizações e transformações que vivemos: Portugal descolonizou; o regime político democrático consolidou-se, e o país, apesar de muitas contrariedades e crises, desenvolveu-se, tornou-se mais moderno e dotado de melhores equipamentos e infraestruturas. 

Paralelamente, nas conquistas sociais, devemos enaltecer as liberdades de imprensa, de opinião, de reunião, de associação, de expressão, e o direto à liberdade sindical e à greve.

À luz de quem hoje é jovem ou tem menos de 40 anos, todas essas conquistas podem parecer fáceis e naturais; todavia, todas elas foram sendo reivindicadas e só alcançadas com a luta do povo, tanto em eleições livres como também pela ação cívica de movimentos populares. 

Mas falar e recordar Abril, é também assinalar fim da Guerra Colonial que, infelizmente, ceifou vidas a muitos jovens portugueses das décadas de 1960 até 1974. Guerra que os portugueses e os movimentos de libertação deixaram para trás em África, mas que lamentavelmente, em finais do primeiro quartel do século XXI, volta a assolar a Europa.

E, no que respeita a essa guerra, o mundo democrático não pode ter dúvidas nem contemplações sobre  quem é o agressor  – a Rússia  invadiu e agride a Ucrânia,  pelo que, todos os democratas e humanistas têm a obrigação de levantar a voz contra essa invasão e mostrar que estamos unidos na defesa dos valores da liberdade e da democracia. 

No que respeita ao nosso país, é bem verdade que atravessamos uma fase muito difícil da nossa vida social e económica. Depois da pandemia, vivemos agora sob o pesadelo de um movimento inflacionista forte e de uma alta taxa de juros que afeta milhares e milhares de portugueses, sobretudo os que têm empréstimos para aquisição de habitação própria.

Nesse sentido, Governo e Autarquias devem estar sensíveis a ajudar os mais vulneráveis, sendo que, essa vulnerabilidade atinge já fortemente as ditas classes médias. Todas as ajudas são importantes, mas importaria, e isso mesmo é defendido por reputados especialistas, equacionar uma redução substancial da carga fiscal sobre os rendimentos, sobretudo sobre os rendimentos do trabalho. 

Em Barcelos, estando atentos ao problema, aprovamos uma alteração ao regulamento de apoio ao arrendamento, possibilitando que mais famílias carenciadas possam candidatar-se a esse programa. Entretanto, já o ano passado tínhamos triplicado os apoios às famílias muito carenciadas para a compra de medicamentos.

Já este ano, implementamos o cheque bebé feliz, para ajudar as mães nas despesas extras que a chegada de um filho sempre acarreta. 

Noutros domínios, baixamos drasticamente o valor dos Passes Sociais de transporte e aumentamos a número de autocarros dos transportes públicos, facilitando a mobilidade das pessoas. 

Todos sabem que o atual Executivo Municipal estabeleceu objetivos ambiciosos para o atual mandato. Ora, em ano e meio de governação já podemos dizer que conseguimos concretizar algumas das nossas metas. Vou apenas enumerar dois ou três exemplos: acabamos com o grave problema da condenação judicial de mais de 200 milhões de euros, conseguindo um acordo histórico com as Águas de Barcelos; desbravamos caminho e colocamos o processo de construção do Novo Hospital de Barcelos na agenda dos municípios de Barcelos e Esposende, da Assembleia da República e do Governo;  validamos a supressão das passagens de nível com a IP – Infraestruturas de Portugal e finalmente estamos prestes a lançar o concurso público Internacional da obra do fecho da circular urbana. 

Muito haverá para fazer, ainda. Sempre haverá. Mas é com trabalho que se desenvolve o concelho e se cumpre o espírito de Abril.

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