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APEJIM decide o futuro das cerca de 130 crianças da Escola EB1/JI de Fraião na segunda-feira

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Tal como noticiado pelo nosso jornal no dia 06 de setembro, a escola EB1/JI de Fraião iniciou as obras de substituição do telhado, que contém amianto, levando na altura o ATL a se deslocar para o Centro Paroquial da Igreja de Tamel S. Veríssimo, instalações provisórias encontradas pela Associação de Pais (APEJIM). Obras essas que eram para ser efetuadas durante as férias escolares, mas que só arrancaram a 10 dias do início do ano letivo.

Ora, a empresa construtora, mesmo não tendo ainda em sua posse a nova cobertura, alegando falta de material no mercado, iniciou a remoção do telhado do edifício, deixando o mesmo sem cobertura.

Com a chuva sentida nas duas últimas semanas, o edifício sofreu inundações, tendo destruído parte da instalação elétrica, os tetos das salas forrados a cortiça estão a cair, levantou o taco do chão e destruiu material escolar dos alunos como livros e cadernos.

Uma vez que não obtinham qualquer resposta ou esclarecimento, nem da parte da Câmara nem da parte do construtor, e com a situação insustentável para lecionar e com a saúde dos alunos em risco, a Associação de Pais convocou uma reunião com caracter de urgência com os pais para terça-feira dia 28 de setembro, a fim de lhes mostrar em que situação os seus filhos estavam a ter aulas.

Dessa reunião saiu a decisão de convocar o delegado de saúde para uma visita à escola, uma vez que nem o Agrupamento nem a direção tem poderes para decidir o encerramento da escola. Foi feito também um ultimato à Câmara Municipal, dando até ao dia seguinte (quarta-feira) uma apresentação de soluções para a falta de condições nas instalações da escola.

Com o delegado de saúde a cancelar a visita às instalações na quarta-feira e a remarcar só para quinta-feira da parte da tarde, a paciência da Associação de Pais e dos próprios pais esgotou-se.

Perante mais este constrangimento, a APEJIM informou que “não aceita mais qualquer tipo de desculpas ou adiamentos, uma vez que está em causa a saúde, a segurança e o bem-estar dos nossos filhos”.

“Pelo supra exposto, a APEJIM decidiu suspender o ATL/CAF a partir do dia de amanhã, [quinta-feira] 30/09/2021, até que alguma entidade se digne a encontrar uma solução mais que necessária. É uma medida que a APEJIM não queria, de todo, tomar, mas é a única medida possível perante tanta indiferença, por parte das diversas entidades, para com as nossas crianças”, lia-se em comunicado.

Assim, deram início ao boicote escolar que teve a adesão de 100% dos pais, num universo de cerca de 130 crianças.

“Não dá mais! Não conseguimos fazer mais nada de forma diplomática”, referiu Ana Félix da APEJIM, em declarações ao nosso jornal, no protesto realizado pelos pais à porta da escola esta quinta-feira de manhã.

“Nós tentamos por todos os meios, telefonemas, contactos pessoais, por e-mail, várias tentativas, dias consecutivos. Desde sexta-feira passada [24 de setembro] que estamos a tentar falar com a Câmara porque as infiltrações são imensas e ninguém nos dá resposta”, explicou Ana Félix.

Com a previsão de mais chuva para a próxima semana, a preocupação sobre o bem-estar dos alunos aumenta. “Neste momento já passou a outro patamar de obras. Começou com a remoção do amianto, mas neste momento as salas estão impossibilitadas de ter lá aulas, tenha ou não o teto coberto”.

Reunião com Delegado de Saúde

Na tarde de quinta-feira, o Delegado de Saúde deslocou-se à escola a fim de efetuar a inspeção das condições sanitárias.

Ana Félix explicou ao nosso jornal que a decisão do Delegado de Saúde de fechar a escola, só se efetuaria “se a escola metesse água”. Devido à previsão de chuva para a próxima semana, a empresa construtora disponibilizou-se para tapar o telhado com chapa, uma vez que “o telhado definitivo, no mínimo, 7 semanas porque não há material”.

“O empreiteiro disse que colocava um telhado provisório. Nesse sentido, o Delegado de Saúde mantém a escola aberta. Caso contrário, se chover na escola na segunda-feira, o Delegado de Saúde fecha a escola”, explicou a representante dos Pais.

Quanto aos estragos causados pela chuva, está “minimamente resolvido e será dado continuidade com a próxima equipa da Câmara Municipal” que, entretanto, já entrou em contato com a APEJIM. “Disseram que será das primeiras coisas que terão em atenção quando entrarem em funções”, referiu Ana Félix.

Relativamente às placas de amianto retiradas do telhado e colocadas no chão, a APEJIM informa que já foi todo retirado durante a tarde desta quinta-feira, libertando deste modo o espaço do relvado sintético, tendo-lhes sido entregue também um relatório da qualidade de ar, no qual refere valores de 0,01.

Alternativa dada pela Câmara Municipal

“A única alternativa que a Câmara sugeriu era deslocarmo-nos para outra escola que, no mínimo, ficava a 20 minutos de distância. Fica na outra parte do concelho”, explicou Ana Félix.

Sustentam não ser a forma mais viável, uma vez que “estamos todos localizados no lado de cá e não era a maneira que nós preferíamos”.

Para além disso, “vamos condicionar o horário dos alunos, a ter uma deslocação por transporte publico porque a Junta auxiliaria nesse sentido. Assim, tinham de sair às 8:40h da escola de Fraião e chegariam às 17:30h, inclusive o Pré-escolar que termina às 15:30h. Ou seja, teriam de esperar pelos alunos do 1º Ciclo duas horas, para poderem regressar todos”.

Com a solução provisória encontrada pelo Delegado de Saúde e pela empresa construtora, a Associação de Pais vai esperar por segunda-feira para tomar uma decisão.

“Ficamos de ver se a escola tem ou não condições de se manter aberta com o telhado provisório. Neste momento é o que estamos à espera. Queremos um telhado provisório, bem colocado, que é para conseguirmos manter nesta escola, porque caso contrário, se a escola fechar pelo Delegado de Saúde, a solução provisória pela Câmara seria deslocarmo-nos para outra escola”, uma vez que a solução apresentada pela APEJIM, que era a colocação de monoblocos no espaço exterior da escola de Fraião foi colocado de parte. “Não foi debatido sequer”, remata Ana Félix.

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