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Tito Evangelista e Sá, Presidente da Comissão Administrativa do PS em Esposende, fala-nos sobre o partido, atualidade e autárquicas

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ENTREVISTA PUBLICADA NA EDIÇÃO EM PAPEL DE 23 DE JULHO

A poucos meses das eleições, o presidente da Concelhia do PS Esposende, apresentou a sua demissão em desacordo com o atraso na lei da desagregação de freguesias.


O que o levou depois disso, a assumir a liderança da comissão administrativa que gere neste momento o partido em Esposende?
Após a demissão do presidente da comissão política, pelas razões conhecidas, os restantes membros da comissão política demitiram-se, após algumas semanas, pelo que, foi necessário que a secção tivesse um órgão diretivo que assegurasse a gestão do partido e a organização do processo eleitoral autárquico.


O partido entendeu que era altura de fazer uma renovação na estrutura dirigente, refrescando-a.
Fui escolhido pelo partido e nomeado pela distrital, para presidir a uma comissão administrativa integrada por vários militantes que não tinham até agora, na sua quase totalidade, integrado o secretariado do partido.
Entendi aceitar, quer por dever de militância quer por dever cívico e político, numa altura tão importante para o concelho de Esposende, onde é forçoso o PS reforçar a sua afirmação, como única alternativa politicamente real, viável e credível à atual maioria PSD e presidente da Câmara.


Como vê a atualidade política no concelho de Esposende?
Esposende há muito que vem sendo mal governado. Nos últimos quatro anos então é inacreditável a incompetência da maioria e do presidente da câmara.
Para além das obras que não foram feitas, exceto aquilo a que chama canal à volta de Esposende, acumulam-se exemplos de desleixo, incompetência e inação, como por: centro escolar de Forjães, obra nova, pomposamente inaugurada pelo então primeiro ministro Passos Coelho, no primeiro mandato deste presidente da câmara, que já tem no seu interior paredes a cair e espaços interditos ao funcionamento; ecovia no litoral parada em Rio de Moinhos (Marinhas), há anos; obras de saneamento nas Marinhas que já ultrapassaram cerca de 8 vezes mais o prazo para serem concluídas; Forte S. João Batista ao abandono; ecovia do Cávado parada há anos em Fonte Boa, ao fim de vários anos estão a colocar uma estrutura metálica debaixo da ponte da A28, mas a obra não tem continuidade; edifico do “Pérola” em Apúlia, junto à praia, comprado pela Câmara por mais de meio milhão de euros, há mais de quatro anos, completamente ao abandono; Estação Radio Naval, em Apúlia, entregue à Câmara juntamente com o Forte S. João Batista, há três anos, igualmente ao abandono; há cerca de dois anos, para instalações do IPCA que ainda nem sequer começaram a ser construídas, compraram mobiliário para essas inexistentes instalações, por mais de cinquenta mil euros; arrendamento dos pisos superiores de um prédio em Esposende, pela renda de 5500€/mês, prédio esse da família do presidente da Junta de Freguesia de Palmeira e Curvos, do PSD, a que se seguiram vários anos de rendas pagas com o edifício vazio e obras de mais de 300.000,00€, o que só em obras e rendas, a câmara já tenha gasto naquele edifício, muito mais de meio milhão de euros num arrendamento prédio que não é seu, e pelo qual, vai continuar a pagar uma renda absolutamente especulativa para os padrões de Esposende, o que parece ser um claro favor político.


Os exemplos são tantos que dava para encher uma edição de jornal completa com as barbaridades políticas e de gestão cometidas por esta maioria e este presidente da Câmara.
Gostava apenas de referir os seguintes aspetos que me parecem muito relevantes.
O presidente da Câmara Benjamim Pereira, ao longo de todo mandato, nunca teve disponibilidade para receber os munícipes. Teve sempre um comportamento de desprezo pelos outros, incluindo um péssimo relacionamento com os membros da sua maioria, cujos vereadores eram totalmente novos, por ter dispensado todos os outros que tinha no mandato anterior, porque como não sabe ser líder, não sabe escolher equipas, não sabe trabalhar com as que escolhe, e arranja problemas com todos.
Importa ainda referir que esta Câmara tem os maiores recursos quer técnicos quer de pessoal da história. Apesar disso, Benjamim Pereira contrata externamente serviços, quase sempre por ajuste direto, a preços exorbitantes, não aproveitando os funcionários que a Câmara tem, desvalorizando o seu trabalho e a sua competência e desrespeitando-os mesmo enquanto pessoas.
Esta Câmara não tem qualquer preocupação social, basta ver que este presidente da Câmara, nos doze anos que leva no poder, quatro como vice-presidente e oito como presidente, não construiu uma única casa de habitação social.
Esta Câmara é muito boa na propaganda que faz de si própria, mas a publicidade que faz, é publicidade enganosa.
Armam-se em grandes democratas, mas não permitem a transmissão, por exemplo através de internet, das Assembleias Municipais, para que os esposendenses não saibam da incapacidade e incompetência da maioria e do presidente.
Contudo, se for para divulgar discursos do presidente da Câmara sem que haja contraditório, aí contratam serviços para transmissão em direto das suas sessões de propaganda.
O atual presidente da Câmara, em vez de ser uma solução, é cada vez mais um problema para o concelho, como se viu na questão do edifício da Associação Rio Neiva, em que a Câmara ofereceu um terreno para a construção de um edifício da Associação e agora não deixam a Associação construir nesse mesmo terreno, alegando o presidente da Câmara que se encontra em zona de cheia, sendo este mesmo presidente, o que diz querer construir o Parque da Cidade de Esposende em terrenos todos eles em zona de cheia.
Trata-se de uma pessoa que usa dois pesos e duas medidas consoante os seus interesses políticos em prejuízo do desenvolvimento do concelho. Melhor faria o senhor presidente da Câmara em manifestar as suas preocupações ambientais impedindo o depósito de lixos e resíduos perigosos a céu aberto junto ao campo de futebol em Vila Chã, com o silêncio cúmplice da Junta de Freguesia, ou de amontoar eletrodomésticos velhos dentro do esqueleto do pavilhão gimnodesportivo de Vila Chã, pomposamente iniciado e sorrateiramente abandonado há vários anos. Ou seja, o anunciado complexo desportivo de Vila Chã tem um estádio de relva natural no meio, com lixo tóxico imediatamente a sul e uma obra abandonada recheada de lixo metálico a norte. Esposende é um privilégio da natureza, mas esta maioria e este presidente muito têm feito para acabar com ele.

Qual é então, o objetivo do PS Esposende para as eleições de 26 de setembro de 2021?
O objetivo do PS para as próximas eleições autárquicas é, como não poderia deixar de ser para o maior partido português, ganhar as eleições, seja em Esposende, seja em Barcelos, seja em Lisboa, seja em qualquer outro local no país.

Irá o PS Esposende apresentar listas a todas as freguesias do concelho?
O PS irá apresentar listas em todas as freguesias onde a maturidade democrática e a iniciativa das populações assim o impuserem. A única freguesia que foge a esta regra por ser um projeto que irá entrar no último mandato do seu ciclo, e porque o PS o apoiou desde início, há oito anos, é Forjães que por essa razão, optamos deliberadamente não apresentar lista.

Esposende é, atualmente, um dos últimos bastiões laranja do país. Acredita que isso pode acabar neste ato eleitoral?
Sim, acredito que sim!
No entanto, isso dependerá apenas da vontade dos eleitores.
Um fenómeno curioso que se verifica no concelho de Esposende, é que a população tolera qualquer candidato que se apresente pelo PSD, e mesmo tendo consciência que “não vale nada” e durante o mandato criticar a sua incompetência, quando aparecem soluções dos partidos da oposição, a primeira coisa que fazem é tentar procurar defeitos, mesmo sabendo que quem lá está, já deu mostras de nada valer. Ou seja, muita gente, infelizmente, não aprecia criticamente as qualidades dos candidatos e dos programas eleitorais, seguindo as cores do seu partido como se fosse um adepto futebolístico, e só assim se percebe que o PSD continue a ter sucessivamente as votações que tem tido.

O PS estará disponível, caso os resultados o proporcionem, para uma «geringonça» local?
Essa questão não se colocará, uma vez que os partidos à esquerda do PS, são meramente residuais em termos eleitorais, não sendo previsível que venham a ter qualquer eleito. Pelo contrário, entendemos que todas as pessoas de centro e de esquerda, só poderão votar no PS enquanto alternativa a esta Câmara, e aqueles que são ideologicamente à esquerda do PS, deverão fazer o chamado “voto útil” no PS para que o seu voto não seja, na prática, desperdiçado.

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