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OPINIÃO: CANDIDATURAS, RECANDIDATURAS E VAGAS DE FUNDO por Laurentino Regado

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Considerando que o ano corrente vai chamar-nos às urnas, entre a segunda quinzena de Setembro e a primeira quinzena de Outubro, para elegermos os nossos representantes autárquicos, Municípios e Freguesias, já se começa por aí a falar em candidatos e recandidatos.

Em alguns locais já se fizeram sondagens. As direções dos partidos já começaram a anunciar o seu apoio a candidatos e recandidatos. Noutros já começou as guerrilhas internas, porque de um lado uma estrutura apoio uns; do outro as estruturas superiores apoiam outros. É o regabofe costumeiro nestas andanças politiqueiras e que causa grande mossa na credibilidade da verdadeira política. A festa já está a começar!

Em muitos locais, principalmente aqueles que detêm a vara do mando, já se começa a sentir o bulício, quer explicitamente quer implicitamente, com os anúncios de um chorrilho de obras e apoios sociais que nunca mais acabam; terminou a modorra do adormecimento de três anos e é preciso gastar o valor dos impostos e taxas cobradas aos munícipes e que está acumulado à espera de se iniciar a festança eleitoralista no último ano de mandato. A armada de apoiantes e os pajens já começam a saltitar e a ir em socorro do senhor  – mormente nas redes sociais, a nova forma de fazer política e de insultar quem não pensa da mesma forma que a turba ululante de apoiantes do dono do pedaço –, os comedores da mesa do orçamento e os que fazem as negociatas abrigados pelo chapéu do poder já iniciaram a sua saga de incentivo à manutenção do estado da arte junto daqueles que deles dependem, pois dessa forma continuarão protegidos na feitura de negociatas. Mas isso não é de hoje, já vem de antanho!

Por outro lado, já começa a emergir as zangas das comadres porque não são eles os escolhidos, como mulheres e homens que se consideram providenciais e que se sentem no direito ao lugar, por família ou por sucessão…

Mas o que mais intrigante se torna é a reação de alguns que querem mesmo ser candidatos e recandidatos, que desde o primeiro dia que mais não fizeram que preparar a próxima eleição. Mas homem humilde que se preza; homem que não está agarrado ao poder; homem que ainda não teve tempo de fazer o balanço do que prometeu ao povo e não cumpriu; a sempre necessária conversa com a família, pois ser político é cansativo e ter uma oposição a criticar é um desrespeito, vem à baila a vitimização; depois ainda terá de ir à sede própria, onde não por acaso são eles que mandam, para confirmar o seu nome.

Ó suprema das artes do embuste, «eu até não quero, mas foram eles que insistiram»; «eu não estou agarrado ao poder», mas não aceito que alguém me faça oposição. É recorrente este tipo de comportamentos mesquinhos de quem quer, e que todos sabem que ele quer, ser candidato. Mas a hipocrisia roça o ridículo, pois pretende a chamada “vaga de fundo”; quer demonstrar que vai aceitar porque lhe pediram e insistiram, até vai contra a vontade própria e da família, mas essa “vaga de fundo”, organizada pelos interesses obscuros e pelos costumeiros pajens, lá o candidato vai fazer mais um sacrifício pessoal e familiar para bem da sua terra e dos munícipes. Assim nasce um candidato que queria bem lá no fundo ser candidato, mas em nome da terra e respondendo ao apelo que foi feito pela “vaga de fundo” lá vai o homem humilde e provincial fazer o sacrifício de ser candidato…

Rufem os tambores; toquem as trombetas; abram o Santoinho, a Malafaia e todos os similares do forrobodó, pois festa é precisa nesta “vaga de fundo” para termos candidato… porque assim ele o quer…

Vai ser o bom e o bonito na justificação da falta de obras e investimento em prol dos superiores interesses dos munícipes… antes foi a crise da bancarrota, a troika e as vacas magras… agora será a COVID-19 e o governo que não abriu os cordões à bolsa para as obras faraónicas que há anos são prometidas… a culpa é sempre do cu e das calças… sempre dos outros e dos factores externos… mas nunca, jamais, será deles e da sua incompetência…

As próximas autárquicas vão ser prenhes em juras de cumprimento do mandato de quatro anos até ao fim, principalmente daqueles que vão entrar no último mandato em que podem ser recandidatos, pois muitos desses, mas mesmo muitos, já têm em fito a candidatura a deputado nas eleições legislativas de 2023 (se a legislatura for até ao fim), dando lugar ao seu segundo, para este poder preparar a sua candidatura em 2025… quem se habitua ao poder não gosta de o perder!

Pensado em siN Noticias
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