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JPNT acusa Agostinho Silva de não ter perfil para Presidente da Assembleia Municipal de Esposende

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Na passada sexta feira, 26 de fevereiro, realizou-se mais uma Assembleia Municipal de Esposende no Auditório Municipal de Esposende Os partidos da oposição têm solicitado de forma persistente a divulgação das mesmas através das plataformas digitais, à semelhança do que se faz com outras iniciativas bem menos relevantes para a população, mas ainda sem sucesso e acolhimento por parte da mesa. A cada sessão que passa, vamos percebendo mais claramente a não aceitação desta reivindicação por parte do PSD, do Executivo Municipal e do Presidente da mesa da Assembleia. É que, na verdade, o que lá se vai passando é tudo menos democracia, embora o senhor presidente da Câmara teime em fazer o papel de coitadinho e como diz a música do Rui Veloso, “parece que o mundo inteiro se uniu para o tramar”.

Esta falta de democracia começa desde logo com a distribuição dos tempos e intervenção pelos partidos políticos. Estamos a falar de sessões que são realizadas de 3 em 3 meses. E dar 3 minutos e 30 segundos a um partido que quer fazer uma intervenção política sobre a situação atual, apresentar propostas, recomendações ou moções, é a mesma coisa que lhes dizer: “não façam nada pois não vale a pena”.

Ao invés, o partido do poder, que raramente apresenta qualquer tipo de proposta ou recomendação, gasta o seu tempo em elogios ao Executivo Municipal e tem para isso quase 20 minutos.

Também o sr. Presidente da Câmara, depois de todos os intervenientes em representação dos partidos gastarem o seu tempo, faz as considerações que entende, comenta e faz autênticas declarações de voto quando não o pode fazer e ainda lhe sobra tempo para menosprezar e ridicularizar as intervenções de alguns e algumas deputadas municipais.

É este o espírito democrático que se vive na Assembleia Municipal, para gáudio de alguns membros e presidentes de junta que não deixam de se expressar favoravelmente a esta posição, não fossem eles parte interessada, pelos negócios privados que têm, pelos familiares empregados ou pelo facto de receberem largos milhares de euros por mês de alugueres de instalações.

Tudo isto perante a complacência de um presidente da Assembleia que não tem perfil para o cargo e está claramente ao serviço do seu partido. O PSD tudo pode; o presidente da Câmara tudo pode; os outros não existem, têm o tempo controlado e as suas intervenções são ridicularizadas, sem que tenha qualquer intervenção ou preze pelos valores da democracia que deviam imperar.

Mas nesta sessão em concreto, o sr. presidente da Câmara foi ainda mais longe: numa clara atitude machista e de falta de respeito, ridicularizou as intervenções das deputadas Sandra Bernardino (JPNT) e Tânia Mota (CDS PP).

Um presidente que se preze, responde às questões que lhe são colocadas com educação e responsabilidade, tendo em conta o cargo que ocupa. Tirando ele e os seus vereadores, ninguém é profissional da política e dão o melhor de si na defesa dos interesses dos esposendenses. E por conseguinte, desconhecem alguns processos e colocam as questões.

O sr. Presidente da Câmara não tem o direito de tratar as pessoas como o fez. Mostrou mais uma vez que não reúne os valores pessoais e morais para o cargo que ocupa.

Se não for possível mudar as pessoas, como seria desejável, pelo menos que se altere o regimento de funcionamento da assembleia pois a oposição precisa de ter voz, tem direito a dar opinião e a apresentar propostas e recomendações. Mas para isso precisa de tempo. Um tempo que sobra ao poder para não fazer praticamente nada.

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