Em Portugal existem martas portadoras do novo coronavírus, mais concretamente a mesma espécie que foi identificada na Dinamarca como tendo uma mutação que a torna mais resistente a uma eventual vacina.

O alerta foi lançado pelo biólogo e dirigente da Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS), Nuno Gomes Oliveira, que, em declarações ao ‘Correio da Manhã’ (CM), referiu que pelo facto de a espécie em questão viver apenas em meio selvagem, o risco de contaminação é reduzido.

A espécie invasora é conhecida em Portugal pelo nome de vison americano e tem origem no país vizinho, segundo explica o especialista. «São originárias da Galiza, precisamente fugidas de criações com fins industriais como as da Dinamarca», indica citado pelo ‘CM’.

Este tipo de martas vive perto dos rios a norte de Portugal. «Nunca foi feita uma contagem oficial, mas foram localizadas populações nas Lagoas de Bertiandos (Ponte de Lima) e Esposende.

«Mais facilmente contagiava os predadores, como raposas ou aves de rapina», acrescenta, sublinhando que ainda assim, esta é «uma das razões para se ter muito cuidado na manipulação de animais selvagens».

(Na integra na edição impressa desta quarta-feira)

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