Areunião do Conselho de Ministros, que se realizou esta sexta-feira, para definir as medidas para a próxima fase de desconfinamento – a segunda – devido à pandemia da Covid-19, já terminou, o primeiro-ministro António Costa fala agora ao país.

Entre os anúncios esperados estão o regresso dos alunos do 11.º e 12.º anos às escolas, a reabertura das creches, dos restaurantes e o acesso às praias.

António Costa começou por salientar que as medidas tomadas há 15 dias não aumentaram o número de infetados e mortos em Portugal e que, por isso, “não há razão para retroceder medidas ou adiar segunda fase de descofinamento”.

“Tal como há 15 dias continuamos a ter um sistema robusto de testagem de doentes, só a Lituânia Chipre e Dinamarca têm numero melhor de testes”, adiantou.

Quanto aos restaurantes, cafés e pastelarias e às lojas até 400m2 que abrem na próxima segunda-feira, Costa começou por reconhecer que este foi um dos setores mais afetados pela pandemia e sublinhou que, apesar da reabertura, esta terá de ser feita com condicionantes que são “fortemente restritivas da rentabilidade da restauração”.

“Desejo que ao longo destes 15 dias, que no início de junho possamos dar um passo em frente retirando restrição à lotação e mantendo condicionantes que têm a ver com distanciamento físico ou barreiras físicas amigáveis mas eficientes”, anunciou.

Quanto à reabertura das escolas (11º/12º anos ou 2.º e 3.º anos de outras ofertas formativas, com horário das 10h às 17h), na segunda-feira, dia 18 de maio, o primeiro-ministro anunciou que vão ser disponibilizadas 4,2 milhões de máscaras, 17 mil litros de desinfetante, 620 mil de luvas, 966 mil aventais e 22.500 viseiras.

Ainda quanto a este assunto, o PM reiterou que, para alunos e professores em situação de risco, haverá aulas à distância e avisou que esta experiência deve servir para “treinar” para o próximo ano letivo.

Quanto à reabertura das creches, um aspeto que, admitiu, é “particularmente sensível” o Chefe do Governo começou por garantir que que “80% dos 23 mil profissionais das creches já foram testados” e frisou que continuará a existir a opção de manter o apoio à família para quem mantiver os filhos em casa, para que haja tempo de ganhar “confiança” e “segurança” na medida e na forma como será aplicada na medida.

Sobre os museus e palácios, estes vão reabrir na próxima segunda-feira, Dia Internacional dos Museus, recordou António Costa.

Sobre as praias, um dos assuntos que mais preocupa os portugueses e que o primeiro-ministro já admitiu ser um dos aspetos mais difíceis de regular, Costa começou por lembrar que “nem a água das piscinas nem do mar constituem risco para saúde pública e a praia em si também não tem nenhum risco particular”.

Contudo, relembra que terá de ser “mantido distanciamento físico”, sublinhando que é “essencial que as pessoas saibam proteger-se mantendo na praia as normas de distanciamento físico e de etiqueta respiratória que seguimos no dia a dia” e reforçou a ideia que “temos de ser fiscais de nós próprios”.

A distância tem de ser de metro e meio entre famílias e grupos de pessoas. E os toldos devem ter distância e atividades como “atirar o disco, jogar à bola têm de ser evitadas a todo o custo”.

Recorde-se que a próxima fase de desconfinamento arranca já próxima segunda-feira, dia 18 de maio.

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