António Reis

Espanha está a passar um momento grande fragilidade politica, a caminho de um retrocesso civilizacional ímpar.
Oxalá os Espanhois, saibam resolver esse problema, mas sobretudo, não exportem para Portugal esse caminho.

Todo e qualquer português, deve estar grato aos Capitães e Militares de Abril, pela revolução e libertação de Portugal, de uma ditadura que coartava a liberdade e pensamento, do povo Português.
Inquestionavel. Ponto

O dia 25 de abril, foi isto e nada mais.

O que se passou a seguir, até Novembro de 75, não foi nada daquilo que o povo tanto regozijou, no dia da sua emancipação .
Houve nessa altura, a tentativa de substituição de uma ditadura fascista, pela ditadura comunista pro-sovietica, a que e muito bem, a 25 de Novembro de 1975, Ramalho Eanes e companhia, estoicamente, puseram cobro e restituiram a real, verdadeira liberdade ao povo, tal e qual, hoje a conhecemos.

Actualmente, parece que lentamente (pílula a pílula) e pela calada da noite, estamos perigosamente, a aproximarmos-nos desses tempos, pré novembro 75.

A arrogância, prepotência, imposição do poder político vigente, em especial, nesta época de confinamento, sob espaldo da lei de Estado de Emergencia, devido à pandemia do Covid 19, é sintomático desse caminho.
A abertura a nacionalizações de empresas, o domínio dos meios de comunicação social, numa primeira fase através dos boys, nas redações e controle dos editoriais e na segunda fase, sob pretexto do pagamento adiantado da dita ” publicidade institucional”, ter o poder de influência, perante empresas e órgãos de comunicação que à muito tempo, muitos deles, se encontram praticamente insolventes.
A tentativa de colocar a população, dependente, do Estado Pai.
Controle de preços e margens, dos produtos.
Imposição da lei da rolha, quando as notícias ou os factos, não condizem, com a narrativa que o governo, quer impor.
Exemplo disso, foi a proibição de entrega dos dados, sobre a evolução diária dos casos covid 19, aos Municípios e também dos dados gerais aos cientistas.
Entre muitas outras.

Contudo, existe uma, que específica muito bem, o regresso a um passado, não muito recomendável, neste momento, neste contexto e circunstâncias, a forma como foi preparada e anunciada, a comemoração do 25 de Abril no Parlamento.

Ao arrepio da Lei de Estado de Emergência que impuseram ao povo Português, com confinamento, proibição do acompanhamento de familiar nos hospitais com muitos idosos e não só a falecerem sem uma mão familiar presente, inibição de visitas a familiares nos lares, aniversários, inibição de ajuntamentos nos funerais, impedindo a mais humanas da humanidades, a despedida a ente queridos que partiram, cercas sanitarias concelhias (Páscoa), na qual quem vacilasse era acusado judicialmente de desobediência civil e voz de prisão, entre muitas outras.

Vêem com a pose de prepotência, o Sr Presidente da Assembleia da República, qual Ditador ou Rei da Persia, o Governo e inexplicavelmente a Presidência da República e uma certa oposicao, à direita do Partido Socialista, contrariar os pressupostos sanitários que a DGS indicou para toda a população portuguesa, no combate ao coronavirus covid 19 e, mas sobretudo, promover a desobediência civil, não cumprindo a Lei.

É um absurdo serem os principais pilares de um Estado de Direito, o Legislativo, Executivo, com a passividade do Judicial, a ferir a Democracia, de um País desenvolvido, conhecido e reconhecido pelos seus pares na UE e no Mundo, como um Portugal cumpridor dos direitos, librrdades e garantias, emanados, da sua Carta Magna, a Constituição da República Portuguesa.

Perante esta inusitada situação, do poder vigente dizer à sua população para fazerem o que ele diz, mas não fazerem o que ele faz, criticar o Sr Hurban depois disto é surreal.

O 25 de Abril não é pertença de qualquer casta ideologica que sempre tentou apoderar se deste, como sua bandeira, para poder sobreviver politicamente.

O 25 de Abril é de todos, é para ser comemorado pelos portugueses não é para meia duzia, com todo o respeito, de brigadas de reumáticos, bengaleiros que se arvoram como donos do dia e aparecem nesta altura no Parlamento.
Este ano o 25 de Abril, na Assembleia da República, não é a festa do Povo, ele não vai estar presente. Mas o povo e tambem alguns convidados, fizeram o poder retroceder, ao ponto da comemoração ser infinitamente menor e não ser simplesmente cancelada, pela vergonha que passariam, as Instituições intervenientes.

Concluindo, não existe qualquer ideologia política, neste pensamento, mas sim coerência.
Em situações especiais, medidas especiais.
Este ano o 25 de Abril, deveria ser comemorado (e sempre deverá ser comemorado), de outra forma, respeitando todos os Portugueses.

Viva o 25 de abril.

25 de novembro sempre.

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