OpiniãoRui Agonia PereiraCIDADANIA E SAÚDE

CIDADANIA E SAÚDE

-

- Publicidade -

Rui Agonia Pereira

Vivemos num estado de direito democrático que o estado não cumpre sobretudo pelos órgãos do poder autárquico instituídos nomeadamente nos direitos e garantias dos cidadãos a não ser que os mesmos façam parte do jeito (conveniência) de benesse instituída.

Não existe partilha de poder-bem ao invés.

As deliberações nos chamados espaços do reino, sejam mesmo espaços públicos, são definidas pelas maiorias que definham e abusam das necessidades das minorias (estas que fingem existir…) e fazem o jogo de boicotar o interesse justo do cidadão.

A luta nos locais institucionais é uma quimera (qual monstro de cabeça de leão e cauda de serpente…) porque definem nos “interesses” das maiorias.

A denúncia e a contestação são vozes deitadas no espaço do comando maioritário que obviamente não é sensível ao estatuto universal quer no que concerne ao ambiente quer no que diz respeito à saúde quer sobretudo no que toca à cidadania que não se despreocupa daquelas duas.

Já se não sente o primitivo significado da origem da cidadania como do cidadão que pertencia à Pólis. Lá na antiga Grécia o cidadão participava nas deliberações e não era afastado dos seus direitos e liberdades. Estas que os ingleses definiram bem quando se tratou da burguesia ter jus a ascender ao poder.

(Afinal, hoje, a instituição do sangue subsiste, pese embora mascarada de outro cariz).

A propriedade privada já o não é hoje como instituída pela burguesia inglesa do séc. XVII. Hoje nem todos são iguais perante a lei. Afinal, os privilégios feudais de então, são hoje os mesmos só que pelas tais maiorias incapazes de atinar com o bem do próximo.

Mas pior é a corte que os outros lhes fazem marcando presença pela sua incapacidade de defenderem publicamente o feudalismo contra o bem do próximo. (Mostram-se uns Srs., os maiores de tão pequenos que são no palco das verdades…).

É evidente que o tamanho dos países por muito pequenos que sejam, caso de Portugal, fez entregar nas mãos dos autarcas o domínio da cidadania moderna que se assume representada pelos tais que ganham eleições e dominam o povo- este que tem de estar com eles por deles necessitar!, o que constitui a negação plena do processo democrático; há que lhes bater nas costas, eles são os srs.; os srs. Feudais do séc. XVII QUE OS INGLESES ACABARAM MAS QUE O 25 DE Abril de 74 lhes entregou de mão beijada. Unem-se na confraria a irmandade porque em terras pequenas todos se conhecem…e só por comunicados em ritual amigo tudo se compõe…

No tocante à saúde havemos de perguntar se a cidadania do séc. XXI não tem jus a partilhar no que lhe diz respeito, na sua sobrevivência. Quem decide? Se o direito do estado é dever de todos nós também sabermos que podemos participar na sua conduta. Claro que o estado é ente dominante tornando-se Sr. de tudo porque os órgãos locais se compensam como nos próprios locais os partidos vivem de comunicados, mas ficam quietos e mudos diante as arbitrariedades dos srs. Feudais do séc. XXI.

A CIDADANIA AUTÊNTICA, HOJE ROTULADA DE HUMANISTA, EXIGE A PARTICIPAÇÃO DO POVO, TER CONHECIMENTO, SEJA NA EDUCAÇÃO, NO AMBIENTE, NA SAÚDE OU NA ECONOMIA. Não é justo que cidadania se confunda com classe privilegiada que exerce a cidadania pela solidariedade com o próximo. Não queremos isso. Cidadania é sinónimo de participação e de denúncia dos males que afligem o povo.

O voto é a prática da cidadania de hoje; o voto do povo, mas que pouco ou nada atina nas suas próprias realidades e necessidades que traz ao de cima a ditadura do poder local.

São os jornais que se transformam em órgãos oficiais do poder; são os partidos que partidos estão por não saberem do dia de amanhã e do que sobretudo venham a precisar.

Pobre cidadão do poder local. A mesma soberania que toma conta da saúde. Nesta o povo deve também participa: saber o que deve ser limpo e o que deve ser reconstituído. A saúde não deve ser o elo de ligação da solidariedade para o exercício do poder local.

A cidadania exerce-se pela participação nas causas fundamentais dos cidadãos como o ambiente, a salubridade, a saúde.

Para a ONU a saúde e o bem-estar do cidadão decorrem da interação do homem com a natureza e  “implica uma nova visão de valor compartilhado entre os diferentes players do sistema de saúde“.

Note-se que desenvolvimento sustentável é aquele que garante as melhores condições de vida do cidadão, com higiene e saneamento básico.

Pensado em siN Noticias
Recomendado

Últimas Noticías

Esposende: André Ventura visitou Apúlia

André Ventura, líder do Chega, visitou hoje a praia de Apúlia, em Esposende, onde conversou com pescadores e floricultores https://www.youtube.com/watch?v=8pyUPcwMjp8

Chega anuncia candidatos a Barcelos e Esposende

O Chega acabou de anunciar Agostinho Mota, professor e Paulo Martins, empresário, como candidatos às Câmaras de Barcelos e...

Empate entre Óquei de Barcelos e Noia elimina espanhóis da Liga Europeia

 O Óquei de Barcelos e o Noia empataram hoje 5-5, na segunda jornada da Liga Europeia de hóquei em...
- Publicidade Institucional -spot_img

Desporto

Final da Liga dos Campeões será em Lisboa

Bild adianta os motivos que levaram à escolha da...

ANTÓNIO PÁSCOA CRÍTICA GESTÃO DE ARTUR PEREIRA NO CN de FÃO

António Páscoa foi muito duro com o atual Presidente...
- Publicidade -spot_imgspot_img