Mário Jorge Santos

Desde cedo, que o homem se apercebeu da necessidade de juntar esforços em prol de uma mesma razão objetiva.

Se analisarmos a história da humanidade, vemos que logo na Pré-história, o homem ao aperceber-se que poderia obter melhores resultados unindo esforços, começou a fazer Caça Coletiva. Vemos o mesmo na Grécia e na Roma Antiga com as Escolas de Gladiadores e mesmo na Idade Média com a criação das Irmandades.

Mas o associativismo foi evoluindo até tomar uma outra forma em meados do séc. XIX. Houve como que um despontar do Movimento Associativo ao serem criadas Associações tão importantes como a Cruz Vermelha que em 1863 é fundada na Suíça, na cidade de Genebra.

Outras se lhe seguiram de âmbito internacional como a AMI ou a Green Peace, entre outras.

Também em Portugal, fruto da ténue industrialização que se veio a verificar, surgiu uma nova classe social, o operariado constituído por pessoas que trabalhavam nas fábricas, mas que eram oriundas de vários pontos do País.

Sentiram então a necessidade de ocupar os seus tempos livres reunindo-se para falar, para jogar ou mesmo só para conviver. Foram então despontando algumas Associações de índole cultural, desportivo, ação social, recreio, … e também surgem os primeiros dirigentes associativos em regime de voluntariado.

Alguns estudiosos, definem assim o associativismo:

“Consiste na organização voluntária de pessoas, sem fins lucrativos, com o objetivo de satisfazer as necessidades coletividades ou alcançar os objetivos comuns através da cooperação”.

Um dos pilares fundamentais do associativismo, é a solidariedade e a interajuda, por isso, para mim a melhor definição é a do grande Líder Espiritual, Dalai Lama pois define de uma forma objetiva como se deve comportar a sociedade e as Instituições perante o Movimento Associativo:

“Se ajudar os outros lhe parece difícil, tente ao menos não os prejudicar”.

Sim, porque assistimos por vezes a organizações tomando a iniciativa de trabalhar de uma forma meritória e voluntária em prol do desenvolvimento de um lugar ou atividade, quer ela seja de solidariedade, de cultura, de estudo e preservação de usos e costumes como o caso de ranchos folclóricos, bandas filarmónicas, … e encontram barreiras intransponíveis criadas por Órgãos de poder Central e Autárquico.

Mais do que dizer em discursos elaborados que o Movimento Associativo é importante, é necessário apoiar e criar sinergias próprias e dinâmicas de interação.

O dirigente associativo, que após a sua hora de trabalho, de uma forma voluntária, dia após dia se desloca para a coletividade para que nela se possam desenvolver várias atividades, merecem ser compensados pelo seu trabalho e esforço, não de uma forma monetária, mas acarinhado as suas iniciativas.

Sei que para muitas pessoas o Associativismo terminou, mas na realidade ele está bem vivo e pujante capaz de alavancar uma nova era onde irá surgir uma nova vaga de dirigentes, fruto do trabalho que vem a ser desenvolvido pelas coletividades em inserir nos seus Órgãos Sociais jovens capazes e com ideias diferentes que de certeza não deixarão que o Movimento Associativo se desvaneça.

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